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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Nota de repúdio a tentativa de homicídio na bicicletada de POA

O filme Corrida Mortal 2000 foi as telas de cinema em 1975 com o seguinte roteiro: uma corrida de carros em que os participantes atropelam as pessoas na rua para ganhar pontos. Daí tem o pseudo-galã, interpretado por nada mais do que Silvester Stallone, uma gostosa a tiracolo, um vilão de carro preto e máscara e tem até um pastor, revendo ou algum tipo de pseudo-autoridade religiosa. 

Eu me pergunto: porque o número 2000 no filme? Será uma alusão ao ano 2000? Naquela época 2000 era um ano que representava o futuro. Em me lembro que, ainda criança, em 1985 eu pensava em como seria o mundo no ano 2000, quantos anos teria, se estariamos andando de carros sem rodas tal como nos jetsons. Bem, o futuro sempre chega de vagar e em pedaços. Percebi que o futuro é uma projeção do que nós imaginamos como seria ele. Mas por vezes nossa imaginação nos trai. E foi o que aconteceu. Coincidência ou não, comprei outro dia uma edição encadernada do Ranxerox, que saiu pela primeira vez na revista Caniballe em 1977. Era um robô viciado em cascolar e extremamente violento. Ah, e de quebra tinha uma namorada de 12 anos viciada em heroína. Taí, outro exemplo do futuro. O ano 2000 voltou e passou e cá estamos. Aliás, estamos bem distantes dos Jestons e cada vez mais próximos dos Flintsontes. Ontem, na bicicletada de Porto Alegre, um motorista atropela vários ciclistas e foge da cena do crime. Tomo este exemplo por ser emblemático quanto a falta de educação e civilidade das pessoas. Estamos talvez bem mais perto dos Flintstones. Isso, neandertais com controle remoto, homens das cavernas vestidos de smoking, macacos usando microondas e telefones celulares. O futuro é sombrio, violento, cínico e hipócrita. Ainda bem que tem manifestações que beiram a bichogrilisse, que é a bicicletada, numa tentativa de sensibilizar as pessoas a andarem de bike, encorajando as pessoas a andarem de bike pela cidade, numa busca pelo reconhecimento cívico. Então vem um filho da puta, com o perdão das prostitutas, ou melhor, um corno e passa por cima de ciclistas que estavam andando de bicicleta pela cidade, em uma manifestação tão singela quanto subversiva, tão pacífica quanto anárquica, tão genuína quanto cívica. 

É inaceitável esse tipo de atitude, é abusurdo ver tal coisa acontecer. É vergonhoso saber que existem seres humanos assim. É reprovável a atitude desse criminoso. Esse blog solidariza-se com as vítimas do infausto e repudia com veemência o crime perpetrado pelo condutor do carro até agora não identificado. No filme, Silvester Stallone, ganha pontos por matar pessoas, espero que em Porto Alegre o prêmio do motorista assassino seja a condenação por tentativa de homicídio, com tudo que ele tem direito.

Eis um video feito pós tentativa de homicídio:

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Como violar uma U-Lock

A U-lock é um tipode cadeado em formato de U e é conhecida por ser eficaz, dada a espessura do ferro utilizado. A marca Kryptonite é uma das melhores do ramo, que por sua vez faz o modelo evolution, que é ultra reforçado e só com reza braba o sujeito consegue violar. Era isso que eu pensava até o dia 30 de outubro de 2010, quando fui no ao mercado municipal de curitiba almoçar e fazer cotação de preços.

Cheguei lá ao meio dia e deixei a bicicleta com o cadeado na porta de entrada da Av. Sete de Setembro, pois não tinha bicicletário nem sinal de proibição para parar ali. Daí fui almoçar e fazer o resto das coisas que me programei. As 16h recebo um telefonema do Ivo amigo que me avisou que a bicicleta foi removida do local e levada até a administração. Fui até lá e quando cheguei vi os seguranças Sérgio e Mesquita, a bicicleta raspada de amarelo e o cadeado violado, cortado ao meio, sem uma capa de proteção de cor laranjada. Perguntei quem fez e ambos assumiram a autoria. Além disso fui acusado de ter colocado a bicicleta em lugar proibido, muito embora não constasse placa alguma no local, tampouco indicação de bicicletário e nem sequer bicicletário. Os seguranças Sérgio e Mesquita falaram que me procuraram para resolver o assunto antes de tomar a iniciativa de cortar o cadeado com uma serra circular. Segundo eles a bicicleta estaria desde as 10h 30min lá, ou seja há muito tempo. Daí estou autorizado a chegar a conclusão que não me procuraram, pois eu saí da minha casa as 11h 30min para ir almoçar e é humanamente impossível voltar no tempo com uma bicicleta e chegar as 10h30min. Eles confessaram que tentaram, em vão cortar com alicate, mas tiveram de destruir a U-lock com uma máquina de corte circular. A justitivativa é que de isso já aconteceu algumas vezes e por estar no meio da entrada, atrapalharia o fechamento do mercado municipal (taí mais uma razão para colocar placa na entrada). Falei com sr. Carlos, administrador do mercado municipal, e ele me diz que o mercado municipal/associação vai absorver o dano causado a minha propriedade privada. Fui então para a associação e falei com a senhora Luciana forneci os dados para ressarcimento e deixei o cadeado lá. Depois fui orientado a escrever este e-mail para justificar a retirada de dinheiro. Enviei um email com texto parecido com este na esperança de que tudo se resolva pacificamente.

Entretanto algumas coisas gostaria de ressaltar: causa-me espanto eu ter minha propriedade destruída, inutilizada por funcionários contradatos pelo mercado muncipal ou pela associação do mercado municipal, ou seja por pessoas cuja obrigação é velar pela segurança dos consumidores do mercado municipal, pois se não fossem os consumidores, o mercado deixa de ter a razão. A situação agrava quando se trata de um episódio que poderia ser previsto, eis que já aconteceu isso no passado. Ainda, a movimentação começou antes das 16h, ou seja duas horas antes de fechar o mercado municipal.

Ainda, foda mesmo é não ter sinalização nem bicicletário no lugar. E para piorar o sujeito achar que está no direito de detonar o cadeado por que eu estaria supostamente errado. Até agora não mem mostraram papel algum que demonstre que é proibido estacionar ali.

A seguir as fotos que ilustram o episódio lamentável.

A entrada é esta, coloquei bem no meio (no poste amarelo) para a bike ser vista, mas ao mesmo tempo sem atrapalhar a passagem. Marquei as placas sem a sinalização devida.

Pelo que entendi é proibido fumar e entrar com animais. E deixar bike ali, pode? Tem uma coisa chamada legalidade e publicidade. Posso fazer tudo o que a lei deixa de proibir. E a publicidade é como o ato é conhecido por todos.

Uma obra de arte!

Vou mandar para o salão paranaense.

Ou tentar um Prêmio Nobel, pois se trata de coisa de gênio.

Fica registrada a atenção dispendida pelo Sr. Carlos, administrador do mercado municipal que ao primeiro sinal de equívoco dos Srs. Mesquita e Sérgio, se prontificou em providenciar o ressarcimento do dano causado. Além dele a Sra. Luciana que me atendeu com toda a diligência possível. Parabéns pelo deslinde da questão.